sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O pichar dos anônimos



Opiniões, crenças, gostos, política, futebol e "achismos" em povos civilizados, regidos pela democracia e por um contrato social, tudo deve ser pensado, refletido e discutido com absoluta ordem, com identidade revelada e premissas. Sem isso, as conclusões se tornam inviáveis. Cria-se o caos ou a ditadura.

Se identificar é requisito básico para que se abra um canal à conflitos, discórdias e diferenças em qualquer esfera do social.

Quem não tem identidade, quem não coloca seu nome não deseja uma resposta, porque não temos a quem responder.  Perde a chance de se deixar conhecer e de se fazer compreender. Perde a  chance de lutar com coerência por uma mudança, se a mudança for necessária.

Para se opor, para ser favorável ou mesmo indiferente precisamos nos mostrar. Quem nos ouve ou nos lê, necessita saber quem somos, o que queremos, o que gostamos, o que desgostamos, o que desejamos mudar, qual é a nossa "luta" e por que. 

Pichar é usar da linguagem onde ela não cabe, porque ninguém se faz conhecer.
Ninguém se identifica, não há nome. Não há alguém.
Se nos escondemos omitindo nosso nome, somos nada.
Nada é sempre nada. 
Para a matemática um conjunto vazio.
Na língua portuguesa, um vandalismo.


4 comentários:

Seu Cunha disse...

Infelizmente esses estrumes costumam querer aparecer.
Concordo no ponto em que, jamais deveremos ouvir quem se nega a dar as caras. Anônimo = nada
Abraços,

Kk de Paula disse...

Cunha, concordo plenamente contigo.

sergio araujo disse...

Seu cunha.... Poucas pessoas têm a coragem de ser covardes diante de testemunhas.

GiSevero disse...

Covardia! Abominável.