 |
Foto: Diário Catarinense |
Entrevista de Carlos Arini aos jornalista Fabiano Linhares e Paulo Branchi/CBN-Diário:
Fabiano: Presença do torcedor na chegada do Avaí, como foi isso?
Arini: Foi uma cobrança de 20 torcedores, não houve invasão. Foi uma cobrança áspera pelo momento em que o time vive. É um momento difícil a gente tem que assimilar e sair dessa situação. A cobrança foi em todos, em mim no Chico, Kleina e jogadores. O que o torcedor quer é a vitória, que a gente saia dessa situação o mais rápido possível. A gente sabe que o torcedor sofre e a gente que está no dia a dia sofre também. Temos que manter o equilíbrio para ganhar esses jogos
Fabiano: Contratações? E jogadores que estão fora por lesão.
Arini: Há possibilidades. A gente contratou o Camacho, mas ele acabou sentindo. O Departamento de futebol está vivendo uma situação delicado. Praticamente um time inteiro está fora por problemas.
Fabiano: E o Gilson Kleina? Continua no comando, ele ainda tem o vestiário nas mãos, tem energia para continuar no comando?
Arini: Não é o só Gilson. São os jogadores também, somos nós que estamos a frente. Todos temos que buscar energia pra tirar o Avaí dessa situação incomoda. A gente viveu um primeiro turno sem pisar na 'zona' e agora chegamos. O jogo contra o Coritiba era um jogo importantíssimo e agora a gente vai ter que reverter. A gente tem duas sequência, tem o jogo do Goias e tem o clássico na quarta.
Paulo: O Gilson Kleina tem se mostrado confortável nessa situação? Eu sei que do lado da diretoria não há intenção de mudar, espera o jogo de domingo para recuperação. Mas ele, o Kleina, internamente como tem reagido a isso tudo?
Arini: Ele está extremamente preocupado. O momento é extremamente preocupado. Você sai do jogo contra o Atlético e perde mais 3 ou 4 jogadores, tem 4 no DM, alguns jogadores em transição então você tem que desenhar alguma perspectiva para o jogo de domingo e o jogo de domingo pra nós é uma final. Nas conversas o Gilson é um cara muito positivo e acredita. Ele tem confiança, como nós também temos.
Paulo: O Avaí busca um volante? Tem mais jogadores que podem vir nesse período?
Arini: A questão de contratações passa por jogadores que realmente vão ajudar e que vão fazer diferença. Nesse últimos quinze dias a gente trouxe um atacante que é o Léo Gamalho; trouxemos mais um meia que é o Camacho. Jogadores que o torcedor olha e pensa: são jogadores que realmente vão fazer a diferença, jogadores que vão acrescentar. Trazer por trazer não serve, a gente só vai estar inchando a folha.
Paulo: Mais o Avaí busca um volante?
Arini: Não, não só um volante. Jogadores que sejam interessantes e que a gente possa fechar, a gente vai trazer. Não necessariamente na posição do volante.
Paulo: E o grupo como tem reagido, está aceitando bem as decisões do Kleina? A relações internas estão boas, os jogadores estão confiando e entendo o que o Kleina quer?
Arini: Paulo, deixa eu deixar uma coisa bem clara: essa tua pergunta você está querendo me colocar, ou até induzir em dizer que os jogadores não estão aceitando o Kleina. Ou estou errado, essa é a pergunta.
Paulo: A pergunta é se está tudo bem. Não estou dizendo se está mal ou se está bem, eu só estou perguntando se você que tem uma larga experiência no futebol se está constatando que o grupo está afinado.
Arini: Eu posso te responder da seguinte maneira: O jogo do Inter, do Fluminense, o jogo do Sport, o jogo do Corinthians a gente teve grandes partidas. Onde os jogadores se entregaram, deram a vida e tivemos bons resultados. Até o próprio jogo do Corinthians que a gente perdeu injustamente porque não deram um pênalti no Jéci aos 40min a gente fez uma grande partida. Agora, o que vem acontecendo é uma questão de oscilação. Estão oscilando muito, bons jogos com jogos ruins. Com um primeiro tempo bom e um segundo tempo mal. E a gente precisa agora é pontuar e tentar sair dessa situação o mais rápido possível. Porque tempo tem.
Paulo: É, e esse jogo de domingo contra o Goias é fundamental, tem que mobilizar todas as forças.
Arini: Exato, e eu não tenho dúvida que essa mobilização ela está interna e ela vai vir das arquibancadas também. Quem está na serie A do campeonato brasileiro tem que estar preparado para esse tipo de pressão. Então eu não tenho dúvida de que na mesma maneira que a torcida pressionou, ela vai pressionar das arquibancadas e vai estar do nosso lado. Então a gente vai ter que fazer um caldeirão.