Sofistas:
Na época de Aristóteles esse título sustenta um significado de insolência à medida que define "sofista" como uma pessoa que faz uso da razão de maneira falsa para obter lucros.
Hoje em dia fica muito fácil “visualizar” esses “sofistas” que fazem uso da razão para arregimentar, dividir, aparecer, rotular, lucrar.
São os neo-sofistas. Fazem belos discursos para nos enganar. Palavras e conceitos que bem analisados são apenas premissas, e param por aí. Jamais chegam a concordar com a conclusão que o sofista tenta e se esforça para imprimir em seu texto.
Muitos deles se transformam em criadores de seitas. Falsos profetas do apocalipse. Querem nos fazer acreditar em “belzebus”. Somos filhos da besta.
Se não temos fé neles e desacreditamos no seu ”catecismo”, é porque nossa índole é violenta. Ousar saber, discernir e defender algum conceito que não concorde com a sua falácia, é violência.
Seu sermão desvirtua conceitos. Ele finge saber sobre política, psicologia, filosofia, matemática, religião, latim. Sempre com a intenção velada de ser o grande redentor. Busca seguidores acusando muitos, daquilo que só ele é. Um sofista fazendo uso da sua razão para conquistar adeptos crédulos na existência do demônio. Que só ele pode exorcizar.
O interesse dos sofistas criadores de seitas é que nós o vejamos como um Deus.
Deus que cura e afasta os espíritos do mal; Deus desinteressado dos bens materiais. Deus que tudo sabe e tudo vê. Deus da misericórdia. Que pensa por nós. Só o que esse Deus defende é defensável.
Não ouse discordar, simples mortal. Discordar do sofista é sintoma real de estares possuído pelo belzebu.
Pra esses, respondo como o Filósofo Sócrates tão bem o fez:
Antes de querer persuadir os outros, cada um deve primeiro e antes de tudo, conhecer a si mesmo.





